Contorno

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                   É incrível como as coisas cooperam para que tudo aquilo que você planeja há meses, ou até anos podem desandar num incrível pensar. Bom, comigo não é sempre assim. Antigamente era. Eu me desmotivada, ficava de cama, triste pensando, meu Deus porquê não deu certo?! E ficava questionando a maneira do meu Pai agir. Hoje já não é mais assim, se muitas barreiras me aparecem, eu trato de ir contornando-as uma por uma, analisando-as e aprendendo que para contornar é preciso torna-se água, como o rio que percorre ao desaguar no mar. Pois, sim. Vamos agir! Eu esses dias comprei alguns livros, fiz uma viajem a serviços jurídicos, e dei um tempo pra mim. Eu gosto de criar algumas situações em que eu posso estar junto a mim mesma, à vezes se possível, eu vou ao parque em companhia de Deus, caminhar, pensar, repensar, planejar, ouvir a opinião do Grande Eu Sou, curtir esses pequenos grandes momentos para que ali eu possa crescer também por dentro. Então, fui passar alguns dias na cidade em que cresci e aproveitei além de visitar amigas e parentes, dar uma voltinha, me aproximar mais de meus irmãos enfim, viver. E, como viajei sozinha, sem ter meu nego ao lado, o que foi um tanto sofrido pra nós dois, ao mesmo que foi muito bom, pois essa saudadezinha fica tão gostosa quando nos encontramos e um acaba que valorizando mais a presença do outro. Fora, que meu nego fica mais romântico quando eu fico nem que seja um dia distante dele, e eu adoooooro ele todo bonzinho pra mim. Pasmem, limpou a casa, arrumou tudo, fez café da manhã, visto que cheguei de manhãzinha, tudo feitinho pra me receber, é um amor mesmo, não tenho que explicar porque eu sou tão apaixonada assim, e como eu me apaixono todos os dias pelo mesmo homem, o dono do meu coração. Enfim, passando este momento melosos, voltando ao foco do texto ao que quero expressar, e como faz um tempo que não venho por aqui... Pensei em tantas coisas, como havia comprado os livros uns cinco no total, muito bons que estimulam meus pensamentos para que meu eu interior venha crescer, para que eu possa alimentá-lo e assim ter novas atitudes referente até coisas que não sei lidar e que ainda estou aprendendo. E nos planejamentos, quando postei-me em decisão, acontece algo ruim que tenta me abater. Dessa vez, eu consegui tomar conta da correnteza e fui contornar trecho por trecho. Não fiquei estacionada nas emoções. E meus planos? Eu pensei... E meus sonhos? E nossos sonhos? Então fui caminhar dentro de mim, convidei meu marido, que de prontidão aceitou o convite e fomos dialogar, passamos a noite conversando sobre as situações, sobre os sonhos, os planos, as nossas dificuldades e concluímos que a dois sempre é melhor, é mais forte e bem mais rápido. Afinal, as águas necessitam da força do vento. Assim me vejo, sou água e com ele sou correnteza, e nosso amor é o oceano. E, como afirmei acima, reafirmo que embora todas as coisas mundanas cooperam para que nossos sonhos fiquem desiludidos, a palavra de vida nos diz que 'todas as coisas cooperam para o bem, daqueles que amam a Deus.' Então, não há o que temer o que lamentar, vamos CONTORNAR!

(Luanda M.S. Cabral)

O tacho

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                      Geralmente eu sou de curti uma boa conversa, brinco encima de algumas veredas, e também meus olhos as vezes não passam tão despercebidos assim. Nas vezes em que eu não estou perdida no meu mundo meio Alice no país das maravilhas, visto que saboreio lentamente os meus momentos bons, algumas recordações nos animam a pensar no futuro. Mas, bem, não foi sobre isto que vim aqui escrever. Eu andei observando a mania que algumas pessoas tem e insistem em viver. Viver de restos! Tive em pensamento que apesar de eu passar o dedo no restinho que fica, e me lambuzar toda, se vermos bem aquele queimadinho é bem amargo. Então  o que fazemos, deixamos de molho para que desgrude aquilo que teima no fundinho do tacho. É-me indiferente, mais não sou muito boa em valorizar excessos do diminuendo sobre o diminuidor: Restos. Não lido muito bem com aquilo que fica por dizer ou até por fazer. E, também é bem distinto de sobras, sendo que esta excede a quantidade que se é. A outra não brilha, são apenas cinzas daquilo que se queimou. E, algumas pessoas me parecem ser assim umas múmias, ou cadáveres ambulantes que querem nos contaminar com suas bactérias ou fungos latejantes. Eu, sou chata, e acho tudo isso muito nojento. Restos infecciona torna-se doença ou vício. Não nos faz bem entrarmos em contatos com estes tipos de moléstias. Dar vasão a parasitas que tenta sugar nossa felicidade, enferrujar nosso sorriso. Esta mania de viver sobre o tacho me incomoda e não faço parte desta porção de sentimentos contagiosos ambulantes. Já disse, não sou mendigo. Quem vive de restos são parasitas que come e vive à custa alheia, nascem e tentam se desenvolver à custa da substância do outro.
Sai pra lá! Tomo uma dose de um beijo gostoso de amor. Acrescento mais dois goles de um belo sorriso. Mais, uma pitada de abraços dengosos. Manar um cheirinho sereno suficiente para sossegadamente eu continue a caminhar. Tacho, chá pra lá bem longe de mim.
(Luanda M.S. Cabral)

Um tanto alérgica

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                              Eu gosto de todos os tipos de pessoas, eu tenho uma paciência que me supero as vezes, é que na verdade eu acredito no ser humano mesmo que muitas das vezes este ser não se conheça o suficiente e age feito um tolo. É que a vida me esperou crescer, e por esta razão não curto cobrar tanto das pessoas e principalmente exigir aquilo que elas não são. Mas, eu confesso tenho um certo tipo de alergia, eu me coço todinha quando me deparo com algumas situações e, é fato, tenho que segurar minha língua e até meus braços, para não agir. É até engraçado esses meus momentos de auto controle meio que desesperado. Gente chata me dá uma vontade de espirrar horrível, e afastá-la de mim. Gente fresca dá aquela sensação que disse acima me coço todinha. Gente hipócrita, já ativa meus movimentos que se não os controlo, ai meu Deus, sai de perto de mim. Gente mentirosa me dá uma crise de risada, é algo que muitas vezes é impossível de controlar, ainda mais eu que vivo a sorrir mesmo o quando quero chorar, aprendi a contornar o choro através da curva de um sorriso no rosto, ah vamos lá é bem gostoso isso, rir de nossas tristezas abre novos horizontes, novas possibilidades que podemos agir. Gente que vive do passado, nossa, este tipo de pessoa causa um ataque alérgico em mim, de uma maneira que eu prefiro ficar bem longe, até encontrar um jeito, no qual eu posso me reaproximar. Ficar, remoendo ruínas não é comigo. E sabe ácaro, aquele bichinho que dá em coisa velha, empoeirada e acabadinha, sim, aí é que tenho alergia mesmo minha renite ataca logo, e ainda por cima dá uma dor de cabeça. E, por fim, e mesmo assim eu gosto de pessoas, seres humanos não teria graça a vida se não existisse pessoas esquisitas por onde quer que fôssemos, o que iriamos aprender então? E mesmo assim, eu acredito... Acredito nas pessoas e espero elas amadurecem, de certo, há sempre algumas que param no tempo. Mas, fazer o quê, eu não sou relógio sem bateria. O tic e tac do meu coração anda até meio acelerado, correndo contra o tempo com sede de viver. Quer caminhar comigo, ajuste os ponteiros de sua vida, e atualize ele para alguns minutos antecipados, além de alérgica sou ansiosa por boas notícias, e velo a felicidade abrindo os braços para mim, eu me antecipo para abraçá-la também.
(Luanda M.S. Cabral)

Pedaços de Mim

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                    ...ela largou os livros no chão, olhou todos estavam ali ao seu redor, os debochadores de sentimentos, confusos de opinião, os ignorante de personalidades frouxa, os julgadores de postura, os encenadores e insinuantes; todos estavam a preconceituar a sua atitude. E o mundo debaixo de seus pés caiu, fez-se uma cratera obscura e alguém a jogou ladeira abaixo e seus braços balançavam, e seu grito ensurdecido não saia. Caiu em si. O mais sensato a se fazer nestes momentos é? Correr! Corre, corre, corre... Correu.
                   Entrou em sua casa, trancou a porta, parou por um instante ali encostando e pôs-se a descer lentamente arrastando suas dores. Escorrendo seus medos num rio de lágrimas que secavam próximo ao peito, sacudidas pelas batidas do coração. Esvaiu como um rio de sentimentos com as mãos ao rosto, sua dor latejava junto a respiração. Encolerizou-se os olhares em derredor noutrora a cena que protagonizou. Odiou o comportamento que procedeu, haviam mais alternativas, porém asfixiou-se sobremodo que espantada fugiu dos outros, para esconder de si mesma. E, se perguntava: Onde estão? Onde estão eles? Restaram alguns?
                       E olhava para seus braços e mãos, e todo o corpo tentando considerar e ponderar cada parte do todo, não pode contemplar nada visto desconhecia o caminho. E tornou, a se perguntar: Onde estão? Cadê eles? Não ouvia, ensurdeceu com os gritos de sua alma.
                       E na rua, se ouvia o passar dos carros, o cantar dos pássaros, amanhecera ali. O choro durou uma noite toda, e refletiu ao sentir o ar puro adentrar com leveza os pulmões, ponderou: Sim, é um novo dia. Com firmeza no pensar se propôs a recomeçar. E juntou ali mesmo os cacos do chão, limpo-os um a um, com destreza e amor cuidou de si, carinhosamente os: Pedaços de mim.
(Luanda M.S. Cabral)

Não me importo

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            Redescobri minha força que habitava anos no meu interior, fui vagando em meu mundo rumo há uma desventura meio a uma selva arborizada por sentimentos e elevada em altos picos de emoções. Como se dentro de mim fosse uma sala, puxei a poltrona sentei e pus um ponto de silêncio a me ouvir. Eu e minhas meias verdades tomaram conta de mim de uma tal forma que maravilhei-me com minhas possibilidades de contornar defeitos, críticas, aplausos desgastado pelo tempo da habilidade de bajular, inimizades e falsidades.
           Sou alguém que pouco se importa com fofoca, escândalos anônimos do ego que se rebela ao que não lhe é comum. E quanto a falsidade, penso que o pior mentiroso é aquele que engana a si próprio, isto não me atinge mais. Creio que minha caminhada me proporcionou a ponderar muitos conceitos sejam estes que hoje posso crer mais em mim, talvez pela insistência em conhecer dia após dia o desconhecido mundo de mim mesma. Tampouco me surpreende inimizade, podem me julgar como bem entender estou viva e disposta há vários olhares desde olhos que me contemplem a olhos que me gorem, tenho um guardião e há estes olhos eu tenho um imenso temor e amor, e dEle que virá a aprovação de todos os meus atos. 
             Eu odeio mentira; Eu odeio fofoca; Eu odeio falsidade; Eu odeio inimizades; Eu odeio contendas; Eu odeio falta de humanidade; Eu odeio falta de amor e cumplicidade; mas, não sendo eu praticando estes atos: EU NÃO ME IMPORTO, não é problema meu, isto não me atinge e nem muda quem eu realmente sou. Estou segura de quem eu sou e do brilho da luz que reflete de dentro de mim por esta razão não fico me desgastando e nem perdendo tempo com superfluidades, gente confusa e doente que sobe no palco da vida afim de fazer um show com seus sentimentos. Não sou protagonista e não dou platéia para estes tipos de eventos. 
(Luanda M.S. Cabral)

Desapego

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                      Ao acordar, senti o vento gélido, céu meio nublado mortificado num tom cinza. A janela aberta deixava o ar escapar por entre as cortinas. Que frio! A vontade de ficar na cama era intensa, revirei, voltei e levantei. Fui, fiz uma xícara de chá, repleta de desapego. Minhas asas iam se formando a medida que eu dava um ou dois goles, e passei então a tomá-las vagarosamente para sentir a sensação de imunidade que me criara até ali. Foi uma decisão que tomei, e naquela xícara ela estava cheia transbordando. Fiquei com um gostinho especial na boca licencioso do grito que continha em minha alma. Me senti sem limites para sonhar, abri a porta da vida, espreguicei um maravilhoso bom dia para mim. E, nesta hora, o sol voltou a brilhar lá fora; aqui dentro: Sou feliz.
(Luanda M.S. Cabral)

Veja Bem

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                             (...) Ela olhou no espelho, e pensou: 'Em primeiro lugar vou comprar uma lente de aumento, e quando olhar novamente o meu reflexo, poderei enxergar aquilo que ele verdadeiramente reflete. Fazia por ver, que em passos mal dados recitados com eloquência sinceras nem sempre irão manifestar as promessas e atitudes verdadeiras.' Tocou-se, nua pele, passou os dedos entre os fios de cabelo, desceu as mãos, relaxou os braços e deu em si mesma um abraço. Ali mesmo se amou por alguns minutos, se afetuou por algumas horas, chorou, soluçou uma canção de ninar. Parecia cena de um filme triste e melancólico. Mas, não era. Ela, tornou a olhar, dessa vez com a lente e se pôs a sorrir, por se encontrar em momentos assim, consigo e redescobri o que é se amar. Fechou os olhos, tornou a abri-los, e novamente sorriu estava em paz com aquilo que lhe refletia. Havia algo que de dentro fluíra exteriormente. Foram algumas horas de reencontro. Pode, fazer as pazes com seu interior. Nestes momentos de introspecção inúmeros mistérios são revelados a olhos nus. Ponderou cada pérola de seu tesouro interior, sentiu o gosto das nuvens de seus sonhos doces, o cheiro de seu próprio jardim e ali há inúmeras flores. Desobrigou-se de suas algemas, então puderam sentir este aroma a exalar, o espetáculo que ali se iniciou na periferia de seu íntimo; âmago. Passou a dirigir cada pensar e escrever uma nova história a partir de cada ponto final, espaço e parágrafos. Penetrou em suas obras em ruínas, arquitetou uma fantástica história dentro de sua inteligência emocional: Libertou-se.
(Luanda M.S. Cabral)

Sonhe também...

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